Quem desce a Avenida do Batel de carro tem poucos segundos para reparar. Entre prédios altos, aparecem duas torres de telhado pontudo, um jardim de sebes aparadas e um portão de ferro que parece ter saído de um filme.
E a pergunta vem logo: de quem é esse castelo, e o que ele faz no meio de Curitiba?
A resposta passa por um fazendeiro de café apaixonado pela França, um governador que recebia presidentes, um pintor que morou no sótão, uma emissora de televisão e, todo mês de dezembro, milhares de crianças.
Aqui está a história inteira, do terreno comprado em 1923 ao Natal de hoje, com as fontes de cada data no fim do texto.
Resumão do conteúdo:
- O Castelo do Batel foi construído entre 1924 e 1928 para Luís Guimarães, cafeicultor e cônsul honorário da Holanda.
- O projeto é do arquiteto Eduardo Fernando Chaves, inspirado nos castelos do Vale do Loire, na França.
- Telhas, louças e tapeçarias vieram da Europa, e o pintor Miguel Bakun decorou o Salão dos Papagaios em 1950.
- De 1947 em diante, o castelo foi a casa da família do governador Moysés Lupion, que recebeu presidentes da República ali.
- Depois, virou sede da TV Paranaense, o Canal 12, até agosto de 2003.
- Foi tombado pelo Patrimônio Cultural do Paraná em 31 de janeiro de 1975.
- Hoje é propriedade particular dos herdeiros de Lupion, alugada para eventos, na Avenida do Batel, 1323.
- Em dezembro de 2025, recebeu 10 mil crianças no Natal Solidário.
Quem construiu o Castelo do Batel?
O Castelo do Batel foi construído para Luís Guimarães, um rico cafeicultor que também era cônsul honorário da Holanda em Curitiba. Em 1923, ele comprou um terreno de 10.500 m² das famílias Gomm e Whithers e da Mitra Diocesana, segundo a Wikipédia e o Patrimônio Cultural do Paraná.
O pedido ao arquiteto foi direto: Guimarães queria uma casa parecida com as mais bonitas que tinha conhecido em viagem pela Europa. Quem desenhou e dirigiu a obra foi o arquiteto Eduardo Fernando Chaves.
Os prédios altos que hoje cercam o castelo vieram muito depois. Quando a obra começou, a casa de Guimarães era a construção que dominava o terreno inteiro.

Por que o Castelo do Batel parece um castelo francês?
Porque ele foi inspirado de propósito nos castelos do Vale do Loire, na França, que Guimarães e o arquiteto conheceram em viagem. O resultado é um prédio de arquitetura eclética, que mistura referências europeias num desenho só.
Três elementos entregam a origem francesa, segundo a descrição do tombamento feita pelo Patrimônio Cultural do Paraná:
- O torreão cilíndrico de cobertura cônica, a torre redonda com telhado pontudo que todo mundo associa a castelo.
- Os portais de arco pleno, as aberturas em meio círculo perfeito na fachada.
- As mansardas da cobertura, as janelas que saem do telhado inclinado, típicas das casas francesas.
Os detalhes completam o conjunto: paredes com acabamento de pedra em tom cinza claro, frontões, portas de madeira entalhada, vitrais, piso de mármore e portões e gradis de ferro forjado.

Quantos anos tem o Castelo do Batel?
A obra começou em 1924 e terminou em 1928. Em 2026, o castelo completa 98 anos de pronto, e o centenário da obra acabada chega em 2028.
Foram quatro anos de obra, e o motivo, segundo o Patrimônio Cultural do Paraná, foi o acabamento: os detalhes eram difíceis de executar, e boa parte do material vinha de fora do país.
Enquanto o castelo envelhecia, o bairro em volta mudou por completo. O Batel virou o metro quadrado mais caro de Curitiba, e hoje o palacete de 1928 aparece cercado por edifícios residenciais altos, como mostra a foto abaixo.

Quer um Natal com esse cuidado de detalhe na sua casa?
O castelo mostra o que faz uma decoração parecer pensada: poucas cores, material bom e cada peça no lugar certo. A Casa Feliz Decor faz projeto, montagem e aluguel de decoração de Natal no Batel e em toda Curitiba, e a proposta chega por escrito antes de qualquer decisão.
- Apartamento: árvore escolhida pela marcenaria e pela luz que a sala já tem.
- Casa: porta, sala e mesa da ceia na mesma paleta.
- Empresa e loja: vitrine e recepção montadas com o espaço fechado.
O que tem no Castelo do Batel por dentro?
Por dentro, o castelo foi montado com material importado de vários países. As telhas de fibrocimento vieram da Bélgica, as louças sanitárias da fábrica francesa Jacob Delafon, e a tapeçaria e os ornamentos de Paris, segundo o Patrimônio Cultural do Paraná. As pinturas das paredes foram feitas por artistas europeus.
A peça mais famosa, porém, é brasileira. Em 1950, a convite do governador Moysés Lupion, o pintor paranaense Miguel Bakun decorou com pinturas o Salão dos Papagaios, em murais que passam de 640 m², conforme o site oficial do Castelo do Batel.
Bakun também deixou desenhos espalhados pelo sótão, onde morou por cerca de seis meses, registra o Patrimônio Cultural do Paraná.

Quem morou no Castelo do Batel?
Depois de Luís Guimarães, quem morou no castelo foi a família do governador do Paraná Moysés Lupion, a partir de 1947. Lupion e a esposa, Hermínia, fizeram do castelo a casa de receber, segundo o site oficial do Castelo do Batel.
A lista de visitas impressiona. Passaram por ali os presidentes Juscelino Kubitschek, Eurico Gaspar Dutra, Jânio Quadros e João Goulart, o presidente de Portugal Francisco Craveiro Lopes e o vice-presidente dos Estados Unidos Nelson Rockefeller.
Lupion também foi mecenas de artistas do Paraná, como Miguel Bakun, Alfredo Andersen, Theodoro De Bona, João Turin, Poty Lazzarotto, Arthur Nísio e Guido Viaro, registra a Wikipédia. O castelo continua até hoje com os herdeiros da família Lupion.
Por que o Castelo do Batel virou estúdio de televisão?
Porque, a partir do fim dos anos 1960 ou do começo dos 1970, o castelo foi alugado para ser a sede da TV Paranaense, na época chamada simplesmente de Canal 12. As fontes divergem sobre o ano exato da mudança: a Wikipédia fala em 1973, e outras referências sobre a emissora falam em 1969.
Durante três décadas, o palacete dos salões de baile abrigou redação, estúdio e equipamento de transmissão. A emissora ficou ali até meados de agosto de 2003, quando se mudou para um prédio novo no bairro das Mercês.
Quando o Castelo do Batel foi tombado?
O tombamento pelo Patrimônio Cultural do Estado do Paraná foi inscrito em 31 de janeiro de 1975, sob o número 45-III, no processo 46/74, segundo a Coordenação do Patrimônio Cultural do Paraná. Algumas páginas citam 1947, mas o registro oficial do Estado é o de 1975.
Na prática, o tombamento significa que qualquer intervenção no prédio precisa passar pelo órgão de patrimônio do Estado, para que o que foi registrado continue de pé.

Como o castelo virou espaço de eventos?
Com a saída da televisão, em 2003, começou a restauração e a ampliação do conjunto. O projeto do arquiteto Humberto Fogassa partiu de documentos, registros, desenhos e medições do lugar, conta a Wikipédia, e acrescentou um salão de eventos.
O site oficial descreve a ampliação como uma estrutura de vidro e metal de 1.200 m², que deixa o prédio antigo à vista. Hoje o castelo é alugado para eventos sociais, como casamentos, e para eventos corporativos, e continua sendo propriedade particular dos herdeiros de Moysés Lupion.
O castelo também virou cenário de cinema: foi ali que se filmou parte de “O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili”, de 2006.
O Castelo do Batel pode ser visitado?
Não como museu. O Castelo do Batel é propriedade particular e funciona como espaço de eventos, então a entrada acontece quando existe um evento marcado. A forma mais simples de conhecer é por uma programação aberta, como as de Natal, ou consultando a administração do espaço.
Para quem só quer olhar, a fachada e o jardim aparecem bem da calçada da Avenida do Batel, 1323.
O conjunto tem estacionamento próprio: a Wikipédia registra 1.500 m² de área de estacionamento.
Como é o Natal no Castelo do Batel?
O castelo faz parte do Natal de Curitiba há anos. A Wikipédia registra o Castelo do Batel como ponto tradicional do Natal de Curitiba, com iluminação especial todos os anos, ao lado das apresentações do Palácio Avenida.
Em 2025, o castelo recebeu o Natal Solidário: nos dias 1, 2 e 3 de dezembro, 10 mil crianças de escolas públicas e projetos sociais passaram por lá, com atividades educativas e apresentações culturais, segundo o XV Curitiba.
E o bairro inteiro entra no clima. No mesmo ano, o Pátio Batel abriu a sua Vila Doce de Natal em 14 de novembro, com uma árvore de 16 metros em bege e branco, conforme a Tribuna do Paraná. Até a data desta apuração, não encontramos a programação de 2026 do castelo.

O que o Castelo do Batel ensina sobre decorar a casa no Natal?
Ensina que elegância vem de escolha, e não de quantidade. O castelo tem poucas cores, material que se repete e simetria em tudo. Dá para levar essas ideias para a sua casa neste Natal.
- Paleta da pedra: bege, champanhe, cinza claro e dourado, as cores das paredes e dos detalhes do castelo, funcionam em sala de madeira clara e em apartamento de acabamento neutro.
- O preto do ferro forjado: um toque de preto fosco, num laço ou num vaso, dá peso e deixa o dourado mais bonito.
- Simetria da escadaria: duas peças iguais dos dois lados da porta ou do aparador organizam a entrada como as sebes organizam o jardim.
- Verticalidade do torreão: na porta, um escapulário longo desenha a mesma linha vertical que a torre desenha na fachada.
Para escolher a peça da entrada, veja como decorar a porta de entrada no Natal e o texto sobre escapulário de porta.



